20/11/2013

Incerteza em Dissonante




Será assim tão difícil viver debaixo da tua pele?
Que reflecte o teu espelho? O Lobo ou o Cordeiro?

Tu, não és tu.

Realidade/ Verdade = Mentira Medonha?!
Verdade: a minha? a tua? Ou a dos Homens?

Não acredito em credos…

Verdade: É só o que eu escolho acreditar
E eu gosto do azul do mar…

Acção: Qual? Como? Porquê? Quando? Onde?

Se x = sujeito,
e dAB=dBA
Então, Verdade = Fé

Não acredito em credos…

Fé: É  salto no desconhecido.
e eu sou filha de um Deus menor…

Fé = Esperança

Não acredito em credos… 

Esperança: Não a tenho em mim,
mas eu nunca tenho certezas…

Se, Esperança = Acreditar
Se, Fé = Acreditar
e, Acreditar = Escolha
Eu escolho o X
e Tu, não és tu.

então...

e tu em que Acreditas?
eu, não acredito em credos…


by mir






12/11/2013

Em choque...

A sério...  ainda em choque...

Quando passamos da teoria à prática, surgem diálogos assim...

- ... Por decapitação... é claro!!
- (Eu) Decapitação?! ... - Horrorizada...
- Sim decapitação!!!
- (Eu) Decapitação como... ?!!
- Guilhotina!...
- (Eu) Guilhotina?!!!... - Incrédula...
- Sim guilhotina! Tás a ver a Maria Antonieta... Sim?! É a mesma coisa!
- (Eu) Ah!... Não sou capaz...
- Tu habituas-te...

 Depois disto a sentir-me like a Psycho Killer !!!






11/11/2013

:)




Podem acusar-me de muita coisa, menos de falta de inteligência ou cobardia... 




16/10/2013

troy



“The road that is built in hope is more pleasant to the traveler than the road built in despair, even though they both lead to the same destination.”




30/09/2013

Espelho

foto by mir


[Olho para o espelho
como quem olha para dentro
Analiso cada traço]


Ergueste, na sombra, solitário
e com os teus tentáculos de luz,
varres a escuridão
num compasso firme, controlas o tempo
como quem dita o pulsar de um coração.

Na imensidão negra dos teus olhos,
dois buracos negros que me engolem
sugam e que me prendem
É vazio, é tumulto que rebenta
em explosões sonoras
como o Mar quando castiga a rocha.

Ou são, duas estrelas que me guiam
e me mostram a chegada
o conforto do Norte
como de quem chega a casa.

Não sei se é sonho ou ilusão
se fui só eu que me imaginei

Não sei se sou só eu
que me vejo e que me toco

Se é apenas o meu reflexo
Só a minha imagem que se projecta

Se sou apenas eu
que me reconheço

Se fui só eu
que me encontrei.

Se fui só eu
que cheguei.

Só não digas nunca
que eu não te sei.


by mir

10/05/2013

Haagen Dazs 2013


Could fill spoons full of diamonds
Could fill spoons full of gold
Just a little spoon of your precious love
Will satisfy my soul

Men lies about it
Some of them cries about it
Some of them dies about it
Every thing's a fightin' about the spoonful

That spoon, that spoon, that spoonful
That spoon, that spoon, that spoonful 





 feat. Bradley Cooper suspirooooo

 music performed by Selah Sue



02/05/2013

you're scuuuuumm between my toes!




Love Letter to Darla 



The Good thing about life, is that she´s full of second chances...






 

01/05/2013

A Invenção do Amor



Os dois apenas, entre céu e terra,
sentimos o espetáculo do mundo.


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
 
 
 


Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos 

nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios 

de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar 

da nossa esperança de fuga 
um cartaz denuncia o nosso amor
 

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com carácter de urgência 

deixando cair dos ombros o fardo incómodo 
da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração 

e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterrâneamente unidos
pela invenção conjunta

de um amor subitamente imperativo 

Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as
esquinas da cidade
A rádio já falou
A TV anuncia
iminente a captura 


A polícia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida 

na porta fechada para o mundo

É preciso encontrá-los antes que seja tarde

Antes que o exemplo frutifique 
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia...



by  Daniel Filipe

30/04/2013

Sex drugs and rock and roll




No sex

No drugs

No rock

Definitely no Roll

Literalmente, e depois da última visita ao meu doutor…


Cada vez aprecio mais os nossos diálogos… lindos…há assim como que uma tensão que paira no ar, tipo guerra fria…



- ...  Posso então retomar uma rotina Normal…

- Sim lá para Agosto.

(abre-se o chão e cai-me tudo)

- Mas o Dr Fixe (o meu outro médico) disse que eu podia…

- Mas o seu médico sou eu.

- pois…

- E já posso ir ao ginásio?! (e a pressão aumenta… quase, quase a disparar)

- Não quer também que lhe passe um cheque em Branco… Pois não?!

- Posso argumentar?!

-Não. Se as próximas análises estiverem bem, então pode começar a dar umas caminhadas 20 minutos no máximo…

- Por falar em caminhadas (com o meu ar mais inocente e cândido), na quarta-feira, saí de casa, fui até a ao Parque da Cidade, dei uma volta pro lá e voltei,  tudo isto a pé e não me cansei... Remato com sorriso lindo de orelha a orelha

- (As sobrancelhas arqueiam e a pressão dispara…)



A verdade é que gosto mt mt do meu doutor, ele é excelente, mas detesto ser contrariada, é mais forte que eu, logo sai asneira… :+(

16/04/2013

A amizade entre uma miúda de 4 anos e o seu gato.




“Tu tens de fotografar aquilo que amas”


...e ponto tá tudo dito!!! Delicioso este artigo da Sábado, vale a pena espreitar, é só fazer clic

;+) 

13/04/2013

As mãos



Que tristeza tão inútil essas mãos
que nem sequer são flores
que se dêem:
abertas são apenas abandono,
fechadas são pálpebras imensas
carregadas de sono.



by Eugénio de Andrade

10/04/2013

À margem da Alegria





[...]

Esperar por ti não é esperar por ti
esperar por ti é ter talvez esperança
ou é esperar com minudenciosa paciência
e desenhar teu rosto em cada rosto que vejo surgir
na minha alvoroçada vizinhança dos teus passos
Ver-te é como ter à minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas
estradas onde passa o sol poente
é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar
se o tempo existe, se existiu alguma vez
e nem mesmo meço a devastação do meu passado
Quando te vejo e embora exista o vento
nenhuma folha nas múltiplas árvores se move
ver-te é logo todas as coisas começarem é
tudo ser desde sempre anterior a tudo
Ver-te é sem tu me veres eu sentir-me visto
sentir no meu andar alguma segurança mínima
caminhar pelo ar a meio metro da terra
e tudo flutuar e ser ainda mais aéreo de que o ar
ver-te é nem mesmo pensar que deixarei de ver-te
ver-te é sentir pousar mais que um olhar
uma mão muito calma sobre a minha vida
ver o teu rosto é ter toda a certeza de que existo
que sempre existirei que não há mais ninguém
ver o teu rosto é mesmo mais do que nascer
empreender viagens começadas nesse rosto
donde podem sair inúmeros navios
ver o teu rosto é como tudo começar
corrida a minudenciosa prega do silêncio
silêncio alto como um cerro inesperado como um curro
aéreo como um cirro denso como um cerro
prosaico às vezes como a mecânica de um carro
Vejo-te e povoas só de folhas que depois desfolhas
os rasos descampados que te cercam por todos os lados
Caminho ao teu encontro
a juventude é como uma oportunidade
começa a ser outono a tarde é território para a luz
tem certas listas como um fato cinzento
toco-te apenas para ver se estás aí
um país se arredonda à tua volta
sinto todas as coisas no lugar
Quando te vais embora fico de repente ao abandono
sem ao menos a protecção de uns olhos de animal
da copa arredondada de uma árvore
Vais-te embora e deixa de haver árvores no mundo
e não tenho palavras e não tenho voz
não conheço ninguém nenhum ouvido
que se possa ajustar à forma do meu grito
E desço da liteira como quem desce da vida
como que me separo de mim mesmo
sinto-me inexplicável e na rua
para sempre irremediavelmente na rua


by Ruy Belo

08/04/2013

Por um rosto chego ao teu rosto




Por um rosto chego ao teu rosto,
noutro corpo sei o teu corpo.
Num autocarro, num café me pergunto
porque não falam o que vai
no seu silêncio aqueles cujo olhar
me fala da solidão.
Esqueço-me de mim. Tão quieto
pensando na sua pouca coragem, a minha
sempre adiada. Por um rosto
chegaria o teu rosto, mesmo de um convite
e desenha no ar o hábito
por que andou antes de saíres
do espaço à sua volta. Estás longe,
só assim podes pedir algumas horas
aos meus dias. Sem fixar a voz
a tua voz é uma corda, a minha
um fio a partir-se.

By Helder Moura Pereira
 ********

- Ah, que me metam entre cobertores, 
E não me façam mais nada... 
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada, 
Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!

By Mário de Sá-Carneiro

21/03/2013

21 de Março





Para comemorar o Dia Mundial da Poesia, fica este vídeo, com o Luís Beirão a declamar dois belíssimos poemas no Porto Canal.








Os amantes sem dinheiro

Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.

Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro.
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.

Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto
que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.

By Eugénio de Andrade






A um Jovem Poeta


Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti.
Procura-a em prosa, pode ser

que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças


como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.


Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.

by Manuel António Pina