10/09/2016

E volto mais uma vez derrotada a casa




Dó…
Silêncio.
E eu só quero ser…
Ser a miúda da canção
Estar salva da cantiga.
Apaga-se a luz
Continua a dor
Ucha o amor

by mir

08/09/2016

pg. 112


somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands

 by E. E. Cummings



08/07/2016

Verão!


Foi com um grande sorriso nos lábios que eu fiquei quando descobri esta pagina :)


Verão, nunca será Verão sem os romances da Herlequin!!!

É mesmo verdade, desde miúda que não consigo lembrar-me de um Verão em que um destes romances não fizesse parte. A culpa foi de uma irmã da minha avó, que tinha torres destes livros empilhados na sala de leitura! Nós passávamos os Verões lá em casa, era uma casa de campo e depois mais tarde no campismo, eu tinha praí uns 8 anos lolol. Aos 18 a Andreia quando íamos para a praia ou também acampar só dizia como é possível lollol, mas bem feita tb ficou viciada!!


É verdade as histórias são sempre iguais: uma pobre menina que se apaixona por um giraço, mal comportado, mulherengo, mas que, como poder do verdadeiro amor, acaba por se tornar no príncipe encantado...e claro que existe mt erotismo á mistura!!!


oh pahhh!! 

:+)

Eu sou a criatura que você acredita estar observando-o no espelho.
Posso vê-lo o tempo todo... quando escova o cabelo, quando troca de roupa, nos momentos em que vai para a cama com uma amante.
Quando o luar recai sobre o espelho, consigo sussurrar segredos do futuro em seu ouvido.
E, às vezes, no tempo certo, posso atravessar para fora e desfrutar do mundo durante um único dia. 


in: Tocada pelo luar


03/07/2016

I remain!!!!


há  um ano e depois hoje


Livre arbitrio é deixar ser!!

SER!


02/07/2016

A vida comunica

A vida comunica com um ponto da morte
ou talvez simplesmente com um morto.
O sonho comunica com as tuas mãos
ou talvez com uma só.
A noite comunica com o gesto
ou talvez com uma linguagem de vísceras imóveis.
O ar comunica com a página eterna dos diários
ou talvez com a ideia e sua respiração clandestina.
O nada comunica com o nada
ou talvez com o peixe desta palavra sem mar.

Mas há algo de obscuro em tudo isto,
algo de parecido com o triste ou talvez com as suas margens,
que nem sempre comunica
com o seu próprio e olvidado ser.
É como quando se apaga uma luz
com os olhos fechados.
E talvez menos ainda:
palavras escritas em papel
da cor da palavra.


in Poesia Vertical
by  Roberto Juarroz,

22/06/2016

o desejo dos outros


 Sr. eu não  sou digna de entrar em tua  morada ... mas dizei uma palavra e eu serei  salva!!!






19/06/2016

Já perdoei erros quase imperdoáveis...



Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei para proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.



by Augusto Branco



17/06/2016

my magical unicorns





i lobe  this cards!!

15/06/2016

😊


Nós  esquecemos  o riso!

09/06/2016

Everytime i try

I want to hold you
But every time I try
Something keeps you
Out of reach
I want to love you
But every time I try
Something keeps
Love away
And I can feel it
So love me right now
Though it won't last
Girl don't make me try
'Cause I'll lose you forever
Every time
Every time
But every time I try
To put our love out
Like a fire
You keep me in your reach
And every time I try
To throw away my desire
You hold me
So close
And I can feel it
So love me right now
Though it won't last
Girl don't make me try
'Cause I'll lose you forever
Every time
Every time


Little voices swallowing my soul, soul, soul

27/05/2016

Ver no Escuro



É agora, que te foste embora, o momento
em que nos conhecemos melhor.
É agora, entre este espaço vazio que
vai da minha boca à tua, que está toda
a verdade desembocada em glória.

Aqui estou eu sentada a perder-te.
Aqui estou eu a ser-nos aos dois enquanto
ainda é noite, a adiar que seja amanhã
quando vou rebentar como as lâmpadas.
Aqui estou eu a escrever enquanto não
encontro o meu corpo que foi contigo
atirado ao teu ombro em casaco pesado
sem etiqueta
por favor não engomes.


Depois não seremos mais nada para além
deste lamber de chão.
Seremos apenas passado recente,
passado passado, passado passadíssimo
uma folga chata que ficou mal esticada.
Depois não haverá o teu rasto entre as
portas, nem o eco do teu cheiro, nem o teu
estremecimento nocturno, que era também o meu.


E eu tenho tanta pena de estar aqui a perder-te
porque o meu amor não morre quando quero
o meu amor é Jesus ressuscitado a cada prego
tão novo como uma metáfora
atinado como um rebanho quente
erguido em dedos longos,
desdobrado.


E agora sou uma esponja e encolho
porque ainda estamos a reduzir-nos
em violentíssimo eco

Adeus, eus, eus

Mas amanhã não.
Amanhã não haverá retorno nem cola que
nos junte as vidas
porque o amor é agora, neste preciso instante
em que levam o lixo, em que a minha cara
encolhe e se enruga em sal, em que sou feia,
em que não estás.


O amor é agora, mesmo quando somos as
palavras esmagadas contra os vidros e a
violência lindíssima de dois corpos mirrados
de costas voltadas.

Amanhã não.
Amanhã celebro em brados cegos o
futuro calmo da secura de um rio.




**********************


Se te esqueceres de mim
criarei a dança das sibilas cintilantes
usarei um cinto de amargura e uma
camisolinha de gelo
e gravarei nos pés o contrário do
teu caminho.


Abrirei uma caverna em peito onde
possa gritar a tua imagem como o
nosso sangue extinto
e iremos desta vida à outra com o
desamor em braços,
desmaiados em insucesso.


Ainda assim, levo-te entre as pernas
em vergonhosa ascendência.
Criei-te uma dinastia de alturas
inconfessáveis
e ninguém sabe
ninguém sabe.


Dar-te-ei tudo o que em vida errada
me for permitido até à exaustão das
causas possíveis:
um rim, uma carta lambida,
e todo o mar que me atravesse.



Neste quartinho-ilha onde nadamos
sem milagres, saberei quando te
esqueceres de mim:
terei a certeza pelo chilrear inanimado
das mulheres
quando passar por elas na rua.

**************



Quando for embora não deixarei
migalha de mim.
Levarei o cheiro a desorientada
melancolia e desastre
e não deixarei um cabelo que seja.
Levarei comigo as gatas e os livros,
a roupa deixo-a às minhas amigas,
o umbigo, à minha mãe.


Vou e não esqueço.


Partirei sem as orquídeas que
me assombram delicadeza
e sem os cactos que me superam
em estirpe.
Vou aberta como um eterno retorno
e na simplicidade de um bebé que
procura um sítio onde se sentar.


Aqui há a desactivação das almas à
nascença e a ovação aos tristes.
Há a exultação do silêncio profundo
e a altivez congratulada dos néscios.
Há o sangue cansado dos bichos
e a preparação para a fuga da terra.
Aqui há a terra sem terra e a saliência
do teu ombro morto.

Há orelhas frias que soluçam tarde
e uma cova a dizer adeus.


Por isso vou embora no sentido inverso
ao das árvores
numa descida clandestina à mulher que
morreu em ondas.
Vou embora e deixo o meu vinco que
não morre mesmo que me passem com
alcatrão fresco e me estiquem.


Deixo apenas a verdade dos meus
olhos quando pendurados na janela,
a sorrir mundos
deixo as abelhinhas doidas que ignoraram
o meu salto,
e o riso da desistência
porque ainda preciso de mim.




in Ver no Escuro by Cláudia R. Sampaio

19/05/2016

hoje




“When I despair, I remember that all through history the way of truth and love have always won. There have been tyrants and murderers, and for a time, they can seem invincible, but in the end, they always fall. Think of it - always.”


by Mahatma Gandhi








14/05/2016

Lovesong

E só agora
tu e eu sabemos
da urgência do
amor.

Polido,
sem fissuras.

 by Eduardo Pitta




.
You make me feel like I am free again
You make me feel like I am clean again

However far away
I will always love you
However long I stay
I will always love you
Whatever words I say
I will always love you




The Cure - Lovesong

12/05/2016

Joan Of Arc



Now the flames they followed Joan of Arc
as she came riding through the dark;
no moon to keep her armour bright,
no man to get her through this very smoky night.
She said, "I'm tired of the war,
I want the kind of work I had before,
a wedding dress or something white
to wear upon my swollen appetite."
Well, I'm glad to hear you talk this way,
you know I've watched you riding every day
and something in me yearns to win
such a cold and lonesome heroine.
"And who are you?" she sternly spoke
to the one beneath the smoke.
"Why, I'm fire," he replied,
"And I love your solitude, I love your pride."

"Then fire, make your body cold,
I'm going to give you mine to hold,"
saying this she climbed inside
to be his one, to be his only bride.
And deep into his fiery heart
he took the dust of Joan of Arc,
and high above the wedding guests
he hung the ashes of her wedding dress.

It was deep into his fiery heart
he took the dust of Joan of Arc,
and then she clearly understood
if he was fire, oh then she must be wood.
I saw her wince, I saw her cry,
I saw the glory in her eye.
Myself I long for love and light,
but must it come so cruel, and oh so bright?



by Leonard Cohen




 

07/05/2016

É QUASE NOITE


Falar tão baixo que ninguém ouça, escrever tão pequeno que ninguém leia, esvaziar tanto os ouvidos e os olhos que me achem sumida no chão que piso.

***

Ao longo de todo o trajecto há pássaros caídos. E este som, só meu, enchendo as ruas por onde passo com as palavras que não escrevi e que temo nunca escrever. Casa será sempre este espaço menor em que dou outros nomes à cidade, não vá a manhã surpreender-me e o espelho contar-me o número de paralelos com que o meu rosto foi reconstruído a partir desta noite.

***

Voltar só é possível até um certo ponto. Regressa-se e regressa-se à possibilidade possível, e o que não é possível, o voltar à forma original, embrionária de colo materno, mantém-se na linha questionável deste horizonte que os braços podados das videiras já não podem alcançar. Resta-lhes isto, o corpo metafórico de uma ideia que apenas existe como forma de dizer: — já é noite há tanto tempo.


***

Não sei de músicas que acalmem os pássaros, nem sei de pássaros que amanheçam no sangue ou de beijos dados no pulso para chegarem ao coração. Não sei de nada que tenha voo, cor de tempo – vermelho, sempre vermelho, como odeio vermelho –, ou de como se nasce das pedras. Muito embora tenha caminhado sobre elas, pressinta cores dentro do peito e goste de olhar muito acima da copa das árvores só pela ideia de que, ao contrário dos pássaros, as estrelas me durarão o futuro todo. E se me falam de músicas, sangue ou beijos, sorrio e fecho o rosto, porque nunca gostei do que não me durasse mais do que este instante



by  Beatriz Hierro Lopes

06/05/2016

resultado desta insónia absurda.

e volto uma vez mais aqui
este olhar para dentro
onde te encontro
onde me encontro

doi.


tempo é vida.
qt tempo passou?!
qt tempo mais precisa passar?!

e saber-nos?!
ñ tenho resposta.
nem sei prever...
nem quero.

e o sonho?!
só sonho o que sei.
e se vamos só pelo sonho
se o sonho já o é
porque não o somos?!

o que falhou?!
língua.


explica-me.
mostra-me.
diz-me.
Como chegar?!
Responde.
mas com os pés pregados ao chão.
e com o tempo de hoje.


by mir

 

30/04/2016

I remain

October the 6th, 1892

My dear Mr. Malcon,

Where this letter should find you I don´t know.
I hope, on some far-flung adventure...

I don´t won´t this to cause any alarm, but I've not been entirely honest in my previous letters.

I didn´t wont to worry you. Or perhaps I have lived too long with secrets and have become over reliant on them.

All has not gone well with me here.

I've been low and sedentary, unwilling to go outside...
Sunk into some kind of unhealthy lethargy
Sunk into something like my own sadness.


I Haven´t heard from Mr. Chandeler. He has quite disappeared from our lives, I think...
I feel his absence keenly... its a cutting void.

If  I believed in the old words, I would pray for him. But that's gone for me now.


Perhaps that´s the root of what has been troubling me.
I've left my faith.
Or it has left me.

Thus, my prospects seemed only a long, dark corridor without an end.

I have done things in my life for reasons that seemed right and even moral in their  violent immoprality. And now I stand without that God upon whom I've always depended.

But please,  do not fear for me.

I've no fear, myself.

The old monsters are gone.
The old curses have echoed to silence.

And if my immortal soul is lost to me. something yet remains.

I remain.

So I sign off now with hope and, as ever, with Love



Vanessa 








20/04/2016

possível


Reconhecer dois tipos de possível: o possível diurno e o possível proibido. Tornar, se possível, o primeiro igual ao segundo; encaminhá-los na via régia do fascinante impossível, o mais alto grau do compreensível.


by rené char



  


18/04/2016

Naufrágio

Pus o meu Sonho no navio
E o navio em cima do Mar
Depois abri o Mar com as mãos
Com as mãos para o meu sonho
Naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul, do azul das ondas
Entreabertas

E a cor que escorre dos meus dedos
Colore as areias desertas

O vento vem
Vindo de longe
A noite se curva de frio

Debaixo da água
Vai morrendo o meu sonho
Vai morrendo dentro do navio

Chorarei, quanto for preciso
Para fazer com que o mar cresça
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho
Desapareça

by  Cecília Meireles






 Amália - Naufrágio

heminway...






11/02/2016

Explicar Amor!





Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.


by William Shakespeare

continuo a existir sempre na mesa forma ... (in)constante e (im)perfeita!